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Restrição ao Transporte de Cargas Problema ou Solução

O crescimento toda atividade dê distribuição urbana no Brasil e a ampliação das políticas de restrição de circulação vêm criando novos desafios para as empresas de transporte do País. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).Para muitas cidades brasileiras, a solução encontrada pelos governos para os congestionamentos é a restrição à circulação de veículos de cargas.

Londres

A  restrição  à  circulação  de veículos de carga é adotada em várias cidades do mundo, como Londres   e   Nova   Iorque.No Brasil, pelo menos onze cidades brasileira implementaram medidas  nesse  sentido,  como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte,   etc.

Marginal Tiete São Paulo Brasil

 

 

 

 

Os argumentos utilizados para as restrições aos caminhões  são  vários,  como a baixa  velocidade com que trafegam, as    grandes dimensões desses veículos( quando comparados com carros e motos) e a interrupção do tráfego, quando realizam carga/descarga.

O problema é que não se sabe se  as  restrições  à  circulação de   veículos   de   carga   estão sendo eficazes na redução dos congestionamentos,   pois   não há  um  acompanhamento  dos efeitos  dessa  política.

De acordo com  CNT , a falta de padronização das restrições e a diversidade de aplicações das mesmas dificultam um adequado planejamento das empresas e impede investimentos futuros.

Por exemplo, em 1996, a Prefeitura de São Paulo estabeleceu que apenas os Veículos Urbanos de Carga (VUCs), com até 6,3metros de comprimento, poderiam trafegar durante todo o dia em determinadas regiões da cidade.

Em 2008, os VUCs foram proibidos de   circular   nessas   regiões. Essa  instabilidade institucional afeta a produtividade e diminui os investimentos.

A geografia do Rio de Janeiro premia a cidade como uma das mais belas do mundo. No entanto, por estar entre o mar e montanhas, a capital fluminense oferece um desafio constante em relação à mobilidade urbana. Some-se a isso seguidos anos de ausência de planejamento e de prioridade no sistema de transporte, principalmente o coletivo

Avenida Brasil Rio de Janeiro BR

E um  estudo divulgado em dezembro de 2010, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).Considerando as regiões metropolitanas, o Rio de Janeiro possui o menor porcentual de trabalhadores que se deslocam diretamente para o trabalho com tempo inferior a 30 minutos: apenas 43,9%.

De acordo uma reportagem publica pelo jornal

O Globo em 06/08/2014.Foi criado em 2008 para desafogar o trânsito no horário do rush, o chamado “polígono de restrição” abrange toda a Zona Sul, Centro, Tijuca, Vila Isabel e Méier, além de parte de Barra e Jacarepaguá. Seus limites atuais constam de um decreto de 2013, que substituiu os outros.

Na Linha Amarela, desde dezembro de 2010, as restrições a caminhões são das 6h às 10h e das 17h às 20h.

Nessa área, a circulação é proibida, nos dias úteis, das 6h às 10h e das 17h às 21h. A regra só não vale para veículos de valores e de combustíveis que abasteçam aeroportos; de emergência e socorro; caminhões de mudanças; e de serviços essenciais, como os da Comlurb e da Light.

Se por um lado o decreto limitou a ação dos fornecedores de comidas, bebidas, calçados e vestimentas, por outro a prefeitura negociou o acréscimo de 107 no número de vagas específicas para carga e descarga na região. Ao todo, são agora 277 os pontos autorizados. Muito pouco, na avaliação da Associação Comercial, que estima serem necessárias ao menos 400 vagas. Sócio de uma transportadora de mercadorias, o empresário Ricardo Lobo vislumbra problemas com a aplicação do decreto, por conta da resistência do comércio varejista:

Estima se um custo adicional de 15% com as novas restrições. Uma parte do comércio não é favorável à medida, por falta de segurança. A Saara, por exemplo, não tem condições de abrir de madrugada. Vamos acatar o decreto, queremos somar, mas encontraremos muitas barreiras do comércio. Faltou uma discussão mais aprofundada. Comenta o empresário.

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“Blog Logística na Veia”

Olá sou o Professor e palestrante Afonso Ivens, graduado em Logística Empresarial, MBA em Gestão Empresarial – Universidade do Grande Rio Docência do Ensino Superior FGV. Trabalhei no SENAI/SENAC RJ, ministrando, elaborando aulas de nos cursos de logística e Administração nos níveis técnico, cursos livres e aprendizagem. Mas ao longo da minha carreira profissional realizei, trabalhos na área de movimentação e transporte de cargas, manutenção preventivas e corretivas de maquinas pesadas e participado de grandes projetos nacionais como reforma do alto forno 3 (CSN, Volta redonda RJ 2001) reforma do alto forno 2 Cosipa Cubatão SP (2002), e entre tantos outros aqui não mencionados.

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