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A IMPORTÂNCIA DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS PARA ECONOMIA BRASILEIRA

Sabemos que o transporte está diretamente, ligado ao desenvolvimento da civilização moderna viabilizando o processo de comercio de mercadorias entre regiões produtoras e consumidoras.  De acordo com o dicionário Aurélio a palavra “transporte” vem do latim trans (de um lado a outro) e portare (carregar). Podemos dizer que o transporte tem como objetivo fazer o deslocamento de cargas, objetos e pessoas de um lugar para outro.Para Caixeta Filho, Martins (2010, p.97).Os transportes têm a função básica de proporcionar elevação da disponibilidade de bens ao permitirem o acesso a produtos que de outra maneira estariam disponíveis para um a sociedade ou estariam apenas a um elevado preço. Têm, assim, a função econômica de promover a integração entre sociedades que produzem bens diferentes

O mesmo indica com que rapidez e firmeza um produto se mova de lugar para outro, aumentando o nível de satisfação do cliente, porque passa a ter acesso ao produto desejado.  Para as empresas ao despachar seus produtos para depósitos, revendedores e clientes elas poderão escolher os meios de transportes que atenda melhor suas necessidades. Como o transporte proporciona vantagem de lugar e tempo, ele e indispensável para um marketing bem-sucedido.

Segundo Bowwersox.Closs Cooper(2008,p.181)Seja na forma de matérias, componentes, produtos inacabados ou acabados, o valor básico fornecido pelos transportes é movimentar o estoque para lugares específicos: O principal  valor dos transportes é a movimentação de produtos pela cadeia de suprimentos.Para a nação os sistemas de transportes têm varias finalidades, os mesmos permitem reforçar a defesa do país, servindo para distribuição de renda, melhor acesso as áreas produtoras, incentiva o turismo permite a exploração de jazidas minerais contribuindo para uma melhor qualidade de vida.

Qualquer processo produtivo por mais simples que seja necessitara de um bom sistema de transportes para movimentar seus insumos ou produtos acabados até mesmo pessoas caso ao contrario não haverá um país rico sem um bom sistema de transporte.  Pois ele é responsável por unir os produtos aos consumidores.

Um sistema de transporte inadequado prejudica o setor produtivo inviabilizando a integração das diversas cadeias produtivas prejudicando o crescimento, e ate mesmo a segurança nacional.Para Ballou (2007, p.114), quando não existe um bom sistema de transporte, a extensão do mercado fica limitada às cercanias do local de produção.  De maneira mais direta, a atividade industrial é seriamente prejudicada, pois as falhas nos transportes exigem manutenção de estoques excessivos para compensar a incerteza dos fornecimentos, o que acaba refletindo nos custos e por conseqüência, no preço final dos produtos, na competitividade das empresas em um mercado cada vez mais globalizado.

O sistema de transporte doméstico refere – se a todo conjunto de trabalho, facilidades e recursos que compõem a capacidade de movimentação na economia de cargas e pessoas, conforme descreve Ballou (2007, p.116). , podendo inclui o sistema para distribuição de serviços intangíveis, tais como, energia elétrica comunicação e ate mesmo serviços médicos.

O transporte rodoviário de cargas hoje é um componente importante para economia brasileira, o principal meio para o deslocamento desde uma simples encomenda, até safras inteiras da agricultura, devido a sua facilidade de chegar a qualquer ponto do território brasileiro, substituindo o ferroviário.

De acordo com Rodrigues (2008, p.47), o transporte rodoviário no Brasil começou com a construção, da Rodovia Rio – São Paulo em 1926 (conhecida hoje como Dutra), único pavimentada até 1940. No inicio da década de 50 as rodovias existentes no país eram precárias. Ao assumir o governo entre (1956-1961), o presidente Juscelino Kubitschek (JK), a fim de promover a indústria automobilística. 

Segundo Castiglione (2010, p.114), o transporte ferroviário de cargas era muito usado para escoar a produção, agrícolas, produtos para os portos e importados para o interior do território nacional, em fins do século XIX e inicio do século XX, uma vez que as maiorias das ferrovias existentes ligavam o litoral ao interior.

Fato este que gerou a necessidade de construção de uma rede de rodovias construiu nesse período cerca de 20 mil quilômetros de novas estradas, através do plano- meta n°8 dando assim o fortalecimento ao transporte rodoviário de cargas no Brasil sendo mantidos pelos governos seguintes.

A história rodoviária brasileira pode ser vista como um caso de sucesso com criação do Fundo Nacional Rodoviário Nacional, formado pela arrecadação do imposto Único sobre Combustíveis e lubrificantes líquidos e gasosos de acordo com Decreto – Lei n 8.463 criado em 27/12/1945 gerenciado pelo DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagem) o setor rodoviário passou a ter recursos para a construção, pavimentação e conservação das rodovias.

Ao longo dos últimos 50 anos o sistema de transporte de cargas brasileiro pegou na estrada, mas acabou saindo dos trilhos. Os sucessivos governos trocaram sem planejamento o modelo ferroviário pelo rodoviário de acordo com Rodrigues (2011, p.47), a rápida ampliação da infra- estrutura rodoviária explica se pelo menor custo de implantação por quilômetro e menor prazo de maturação do que o correspondente na malha ferroviária.

Para Caixeta-Filho e Martins (2010, p.39), a importância do segmento rodoviário pode ser aquilatada pela extensão total da rede rodoviária nacional (federal, estadual e municipal) que atingiu 1,66 milhões de km, em 1994.

De acordo com Ilos (Instituto de Logística e Suply Chain), nos dias atuais fatores como expansão da fronteira agrícola, mercados consumidores mais exigentes e distantes dos grandes centros urbanos, a interiorização da atividade econômica, e as fortes restrições de capacidade dos outros modais aumentam ainda mais a demanda por modal rodoviário de cargas.Segundo a ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre, (2017), existem cerca de 130 mil empresas de transporte de cargas no Brasil com mais de 1.6 milhões de veículos que oferece atividade de trabalho a pelo menos 5 milhões de pessoas .O transporte rodoviário de cargas fatura mais de 40  bilhões e movimenta 2/3 do total de cargas no país .Em relação a distribuição da frota espalhada pelo território nacional ,48%da frota esta localizada na região sudeste ,29% sul 11% nordeste ,8% centro oeste 4%  na região norte  .

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“Blog Logística na Veia”

Olá sou o Professor e palestrante Afonso Ivens, graduado em Logística Empresarial, MBA em Gestão Empresarial – Universidade do Grande Rio Docência do Ensino Superior FGV. Trabalhei no SENAI/SENAC RJ, ministrando, elaborando aulas de nos cursos de logística e Administração nos níveis técnico, cursos livres e aprendizagem. Mas ao longo da minha carreira profissional realizei, trabalhos na área de movimentação e transporte de cargas, manutenção preventivas e corretivas de maquinas pesadas e participado de grandes projetos nacionais como reforma do alto forno 3 (CSN, Volta redonda RJ 2001) reforma do alto forno 2 Cosipa Cubatão SP (2002), e entre tantos outros aqui não mencionados.

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